quarta-feira, 19 de março de 2014

Tokyo in motion: Itoya and Yanaka

Encontrei alguns vídeos perdidos no meu celular e achei que seria interessante postar aqui.
O primeiro é de um cartão de aniversário que encontrei na super papelaria Itoya, quando fui para Ginza.
Os outros são do meu dia em Yanaka, o bairro antigo de Tóquio.
Espero que gostem e não me levem muito a sério!!
xx

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I found some videos lost on my computer, and I thought it would be interesting to post.
The first is of a birthday card, found in Itoya, the super shop in Ginza.
And the other ones are from my amazing day in Yanaka, a traditional neighbourhood in Tokyo.
Sorry, everything in portuguese!! But I hope you like them and please, don't take me very seriously!
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Isso que é tecnologia!!

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Câmera louca e muitos Toris no Nezu Shrine.

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Um templo desconhecido.

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No templo Zensho-en.

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No templo Tenno-ji.

terça-feira, 11 de março de 2014

Tokyo diaries - Day 7

At Nezu Shrine

No meu sétimo dia em Tóquio, quis explorar um lado mais tradicional da cidade e fui passear por Yanaka, inspirada em uma caminhada do meu guia. 
Digo inspirada porque não segui ao pé da letra, pois comecei a caminhada pelo lado contrário, pensando que daria tempo de seguir para Ueno no final e aproveitar o parque e o zoológico que ainda não tinha conhecido.
Como raramente consigo seguir planos preestabelecidos em viagens, não foi exatamente como planejado e acabei fazendo metade da caminhada. Mesmo assim, foi um dia incrível.

Estava muito quente, com sol a pino e umidade ao extremo. Saltei na estação Nezu e caminhei um tempo pela Shinobazu-dori, que me pareceu bem diferente das ruas em que estava acostumada a andar pela cidade. O bairro é mais afastado do centro e é bem residencial, tendo poucos estabelecimentos comerciais e praticamente nada escrito em inglês. Nada mesmo. Além disso, eu era a única ocidental andando pelas ruas de Yanaka (Eu, claro, adorando!).
Tentando achar a entrada do final da minha caminhada, o começo para mim, entrei em uma farmácia que chamou minha atenção por ser bem grande. Como vocês já sabem que tenho uma queda por farmácias, fiquei um tempo lá analisando os produtos e tentando me comunicar por mímica com os vendedores.
Sempre tive curiosidade por lentes de contato coloridas, então resolvi comprar uma de cor cinza. Também levei uma máscara de rosto para pele oleosa, que vinha em um tecido no formato do rosto. Achei isso o máximo e resolvi experimentar. Me lembro que recebi muitos olhares curiosos nessa farmácia e me achei engraçada. Coisas de ocidentais no Oriente!

Assim que saí da farmácia encontrei uma casa toda em madeira, bem tradicional. Era o restaurante Hantei, estilo da era Meiji.
No outro lado, encontrei a rua que me levaria para a primeira atração da lista. No caminho, me deparei com uma lojinha de doces caseiros, todos feitos por um senhor fofo que estava no fundo preparando seus doces. Queria muito saber o que eram todos aqueles doces, que mesmo não parecendo muito apetitosos (os japoneses têm um gosto peculiar para doces), me deram água na boca pela ideia de um sabor novo e individual que só encontraria no Japão, e provavelmente só naquele bairro, naquela loja. Conversei do meu jeito embromês com o senhor, e ele tentou me explicar os diferentes sabores dos seus preciosos doces. Sua loja é bem conhecida, tanto por turistas quanto por japoneses, e para me explicar um doce, ele trouxe uma revista em inglês onde sua loja havia sido mencionada, e recomendou o tal doce feito de soja. Olhei para a parede ao meu lado e me deparei com várias matérias de revistas de todo o mundo, falando daquela pequena e humilde loja. Me senti uma descobridora. Ao andar pela rua, antes de parar na frente da loja, me chamou a atenção o aspecto caseiro e extremamente japonês do lugar, e quis saber o que era aquilo. Parei no lugar certo! Conversei mais um pouco com o senhor e resolvi levar dois doces, o de soja e um em bastão envolto em uma embalagem colorida.

Nessa mesma rua havia diversos antiquários, e um me chamou atenção por suas máscaras de Noh penduradas na entrada. A loja estava entulhada de antiguidades e roupas. Havia um senhor conversando com a dona da loja, uma senhora muito fofa e atenciosa, que, vendo que eu havia me interessado por um kimono, me ensinou como vesti-lo propriamente. Ela amarrou uma faixa amarela na minha cintura e depois fez um lindo laço nas costas. Ela falava um pouco de inglês e me explicou um pouco os costumes femininos de vestimenta. Adorei e levei o Kimono de segunda mão. A senhora se chamava Komatsue Hatue.

Nezu Shrine foi a primeira parada da minha caminhada.

Mas antes de falar sobre isso, vou dar uma pequena explicação sobre a diferença entre santuários (shrines) e templos, porque não são a mesma coisa. Templos são construções da religião budista, e santuários, do Xintoísmo (considerado pelos orientais como religião).

Acho que não esperava me impressionar tanto com o lugar. Não havia quase ninguém por lá, só devotos fazendo suas visitas diárias para rezar. O santuário era dividido em mais de duas construções, cada uma mais bonita do que a outra, em frente de espaçosos pátios. As casas eram em vermelho, com lindos trabalhos na madeira em dourado e colorido, com desenhos de dragões, flores, nuvens… Mas o que realmente me chamou a atenção, além dos telhados legais, foi a paz e a tranquilidade que senti lá. Uma boa energia.
Como em todos os santuários e templos, havia uma lojinha que vendia amuletos, papéis de preces, e as famosas plaquinhas de madeira. Não sei se já falei dessas plaquinhas por aqui, mas sempre estão presentes nos templos. Elas geralmente têm algum desenho ou escritura na frente, e atrás as pessoas escrevem preces ou agradecimentos, e penduram em algum lugar do templo. Quando você chega em algum templo ou santuário, você vê milhares desses, com escrituras de todos os lugares do mundo. Eu adorei e comecei a colecionar essas placas, que são super baratinhas, por volta de 600 yen, as vezes bem mais baratas, dependendo de onde você esteja.

Fiquei um bom tempo por lá, curtindo a vibe legal e tirando várias fotos. Passeando por lá, descobri um túnel de arcos vermelhos, os famosos Tori. Enlouqueci quando vi e tirei trilhões de fotos, ou pelo menos tentei, pois estava sozinha e era um pouco difícil! Eu conhecia o de Kyoto, por foto claro, e queria muito encontrar um desde que cheguei ao Japão. Aparentemente, esses arcos são uma espécie de oferenda de comerciantes pedindo que seu negócio vá bem. Cada Tori tem algo escrito em preto, contrastando com o vermelho.

Percebendo que, se eu continuasse ali, não iria ver mais nada, continuei andando pelas ruas de Yanaka em busca de outros templos. Foi uma caminhada difícil, pois além do calor e sol insuportáveis, era tudo mais ou menos em ladeira e me cansou um pouco. Mas era de uma certa forma agradável, pois parecia que eu estava perdida em um bairro totalmente residencial, com japoneses me olhando engraçado (como sempre). E também encontrei uma casa antiga, extremamente japonesa! Fiquei encantada e fui até a porta dar uma expiada. O portão era baixo e consegui ver o jardim imaculadamente cuidado e um pouco dos fundos da casa. Mas, infelizmente, as janelas estava fechadas. Pensei em como seria morar ou ficar por uns dias em uma casa tradicional. Uma experiência e tanto!

Assim que sai de lá, encontrei uma rua com várias lojinhas legais. A primeira foi a Isetatsu, conhecida como a papelaria mais antiga da cidade. Lá todos os produtos são de estampa e papéis exclusivos da casa, estilo Edo. Uau, que papelaria! Definitivamente a mais linda que já visitei. Nada comparado com a Kyukyodo, que já era linda. As estampas eram lindas, modernas e diferentes, sem comparação. Encontrei um caderno com uma estampa incrível, mas estava super caro e não pude levar. Perguntei para o atendente se ele tinha um cartão postal com a estampa, e para minha extrema alegria, ele tinha. Levei o postal toda feliz,pois pude ter algo incrível daquela loja e me lembrar da linda estampa.

Nessa mesma rua encontrei outra loja bem interessante, a Biscuit, que vendeu produtos vintage. Mas não roupas, e, sim, coisinhas. Potes, brinquedos, envelopes, canudos, chaveiros… o que você puder imaginar tinha lá. Uma seleção muito legal, em um ambiente super fofo.

Saí de lá e encontrei vários templos e santuários, um do lado do outro, alguns até particulares! No primeiro, do mesmo lado da loja Biscuit, tinha um monge saindo do banho. Hahahaha pois é, esse templo tinha um banheiro do lado de fora da casa, e o monge saiu enrolado na toalha com uma escova de banho daquelas de lavar as costas na mão! Quando ele percebeu que eu estava lá, deu uma super gargalhada e fugiu para dentro da casa. Isso não teve preço.
Esse templo foi o mais movimentado que visitei. Tinha até cozinheiros cozinhando na cozinha! O templo não estava no meu guia, e não sei o nome, mas era muito bem cuidado, com um lindo jardim na frente da casa, que dava para um cemitério. E enquanto eu estava lá, alguém não parava de bater o sino repetidamente, ritmicamente. Isso por uns vinte minutos!

Depois desse templo, fui para o templo Zensho-en, conhecido pela estátua gigante de uma deusa, toda em dourado. O templo ficava cercado por um cemitério, como muitos são. Os cemitérios japoneses não dão medo. São simples, com placas compridas de madeiras com os nomes dos mortos.

Continuei caminhando e cheguei até o cemitério de Yanaka, que aparentemente tinha alguns templos dentro que meu guia citava. Quando cheguei, não sabia a dimensão do lugar e, como sempre acontece, me perdi. Me perdi total, no meio do cemitério, andei muito... e a única coisa que via eram túmulos e mais túmulos. Eram lindos, mas depois de 15 minutos andando e vendo isso, você já fica impaciente.

Eu dei um jeito de me encontrar, não sei como, e parei em um lindo templo, o Tenno-ji, que possui um Buda do século XVII. Além disso, vi várias senhoras saindo de uma sala, todas imaculadamente vestidas em trajes tradicionais, em kimonos lindos, com suas bolsinhas e sombrinhas. O ambiente desse templo também era agradável. Além de mim, havia um senhor japonês extremamente fofo tirando foto de tudo! Ele era muito velhinho e ainda tinha esse interesse. Achei o máximo e tirei foto dele!

Depois disso fiquei bastante cansada e resolvi parar por ali. Peguei um trem e parei em Shibuya e andei um pouco por Takeshita até chegar em casa. Encontrei uma loja de roupas de harajuku usadas, e me diverti muito!

Dois amigos do meu anfitrião chegaram em Tóquio para visitá-lo, e fomos jantar naquele restaurante de sushi que fui no primeiro dia, o Tenka. Comi horrores e fui muito feliz.
Assim que cheguei em casa, estava com uma linda 'tatuagem' solar nos meus pés. Segue a foto! Ô Olimpia que não sabe mais pegar sol!! hahahaha

Konbanwa a todos! Espero que tenham gostado da minha aventura em Yanaka!
xx

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On my seventh day in Japan, I decided to explore a more traditional part of Tokyo. Inspired by a tour in my travel book, I chose to go to Yanaka for the day.
I say inspired because I didn't actually follow the tour the way you're supposed to do. First, I started from the bottom, thinking I would have time to visit Ueno park at the end of the day, which I didn't because I'm a super non scheduled person in vacations. I go with the flow most of the times. Either way, it was a great day.

It was an extremely hot and humid day, with a no mercy sun. I got off at Nezu station and walked for a while in Shinobazu-dori, which seemed much different from the other streets I got to know in the city, very residential and almost nothing written in English. And, for my happiness, I was the only occidental person walking around! Yuppy!!!

I found a big neighbourhood drugstore on my way to the first temple, that of course, caught my eye and made me go inside. I spent some time there, trying to figure it out some products (I was searching for oily skin products for my acne), and trying to speak to the sales assistants, which was more difficult than ever for some unknown reason. After some minutes and weird looks from local customers, I left with some nice buys, like a facial cloth mask (with holes for the eyes, nose and mouth) and contact lenses in grey, which I always wanted to try.

Just after I left, I saw a beautiful Japanese house, all in wood and eye catching. It was Hantei, a Meiji style restaurant, apparently famous for its traditionally.
On the other side of the street I finally found the street that would lead me to the first attraction.
The tiny street was very nice, it gave me a feeling I was in a small town, not in Tokyo. There, I found a tiny candy shop, with the weirdest candies you've ever seen. I got super excited thinking I found a jam, and really wanted to try those sweets. The owner of the shop was at the back, probably making sweets. When he saw me with that curious look, he came to talk to me. We struggled a little to communicate, but when he came with an English magazine that had a picture of his shop, I understood what he was trying to tell me. The candy I liked was made of soy bean. That was definitely the one I would buy. So I got some of that and a long one, wrapped in colourful paper. While he was packing, I looked at the side wall of the shop and realised it was covered with magazine and newspaper rip outs, all talking about his shop. I felt amazing! I noticed something special in that humble and extremely Japanese place.

After the candy shop, I discovered an antique story, ran by and old lady, full of antiques and vintage kimonos. The store caught my attention by the Noh masks hanged outside. I caught my eye in a cotton kimono, and decided to try it. Seeing that I was interested in it, the old lady showed me the proper way to wear it, tying a sahs around my waist, with a beautiful bow at the back. She knew some English, and explained me some things. Her name was Komatsue Hatue. I felt well served and welcomed, and loved the way she dressed me, so I ended up buying the kimono.

Continuing walking through the same street, I ended up, finally, at where I wanted to start: Nezu Shrine.

Let me give a brief explanation here: A shrine is not a temple, and a temple is not a shrine. Temples are from Buddhism, and shrines are from Shinto, considered in Asia a religion.

Maybe I really wasn't expecting anything from Nezu Shrine, so my surprise was good, because the place was just so beautiful! It was a big space, with two or three temple buildings, and lots of trees around. The houses were in wood, with incredible wood-work on the ceilings, with flowers, dragons and drawings carved in colours.
Something that impressed me was the tranquility and peace I felt when I was there. Such a good energy!
Like in almost every temple or shrine, there was a little store, where I bought a wood frame, typical at temples. I don't remember if I've told here, but these wood frames are used as a sheet for prayers or thanks, by anyone who wishes. You buy one, write something at the back and hang somewhere in the temple, on a tree or an specific place separated only for the wood frames. It is nice because every temple has its own drawing. I loved the idea and decided to start a collection of Japanese wood frames, and the good thing is that they are cheap, around 600 yen each, depending where you buy it. I only wrote two in my stay there, and they are top secret!

The greatest thing about Nezu Shrine, beside the good energy and beautiful houses, was the red Tori gates. Yes!!! Tori gates, something I was longing to see in Japan since forever, and there it was, hidden in Yanaka. It's breathtaking because there are so many of them, and they are so red, is shocking to the eye (and super photogenic). I heard that these are put there as an offering from traders and merchants for good profit for their business. Each of them has something written on it in black. You can imagine I spent some time there, appreciating the beauty of it, and trying to take the perfect picture (all by my self).

I left after a long time, realising if I didn't leave now, I wouldn't visit any other place that day. The walk to find something else was a little tiring, because of the sun and heat, and that everything was up the streets. But somehow was lovely to be a little lost in Yanaka, because it felt like I was exploring something super Japanese. People in the streets would look me weirdly, as always, and I felt great!
On the way to something, I found an extremely old traditional Japanese house, intact and perfect, on the top of a hill. I ran there and looked inside expecting to see something, but the blinds where all down and I could only see the outside and something of the garden. It was still incredible to see it, and I imagined how it would be to live in a place like this. AWESOME.

After a little bit of walk, I found a great store, Isetatsu, known as the oldest paper shop in town. It produces exclusive patterns in washi, the traditional japanese paper, Edo style. But Isetatsu can't be compared with Kyukyodo, nonono. The patterns are really beautiful, modern and interesting. I wanted to have everything, but it was so expensive that I couldn't even make an effort. So I bought a postcard, with a print I loved, to remember it.

In the same street as Isetatsu, there was a cute little vintage shop called Biscuit, with everything but clothes. There were vintage napkins, cans, toys, photos, postcards… everything you can imagine, vintage, and in a super nice selection. Great to discover peculiar items.

When I left, I found loads of temples and shrines, one next to the other, and some of them were even private. The first, not in my guide (so I don't have the name of it), was the most interesting because it was full of people inside. There was a house next to eat, with people working in the kitchen. At one point, I turn my head and see a chubby monk walking towards the house, only wrapped in a towel and holding a long bath sponge. He looked at me, laugh hard and ran to the house. That was priceless. All of that with a gong sounding from inside (ringing for 20 minutes).

The next place I visited was Zensho-en temple, famous for its huge gold statue of a goddess. The temple was surrounded by a cemetery, like a lot of them are. They are not scary at all.

Continuing my walk I found Yanaka cemetery, which is incredibly big, and apparently had a lot of temples inside, which of course I wanted to visit. I got lost, typical, and walked for a long time… it wasn't nice at all. I got tired of seeing the same things, and I was scared of walking in circles! But after some time I found a temple, and it was a nice one, Tenno-ji, the temple that has a 17th century Buda statue. There was some kimono-clad ladies walking out from there, all in immaculate dresses. The atmosphere there was also nice.

Already super tired, I decided to call it the day and go back home. I took a train back to Shibuya and had a short walk in Takeshita street, just to look and some fun things, and I found a cool Harajuku style shop, with used clothes, shoes and wigs for sale. So much fun!

Two friends from my host arrived in Tokyo to visit him, so we went to the same place I ate in my first night in Tokyo, Tenka restaurant. I ate like a pig and was very happy.

When I got home, I noticed a new tattoo in my feet… a sun tattoo… oh god, I forgot how the sun really is, and what he is capable of!

Konbanwa people! See you next time!
xx


Hantei restaurant.


Funny little car.


The contact lenses I bought… apparently you can only be loved by someone if you wear contact lenses. And jewel colour ones.

The super awesome candy shop.






Noh mask at the antique store.

The antique store.

Dressed to impress.

A Tori at the entrance of Nezu Shrine.



Nezu Shrine.









A private house next to Nezu Shrine.

The little shrine shop.

In doubt which one to buy! I ended up buying the pink one, but I'm still in doubt!!


Amazing ceilings.



The Tori gate.




The traditional japanese house.



Isetatsu paper shop.


A cat shop?

Biscuit.




The wrapped-in-a-towel-monk temple.




Sneaking in...

Zensho-en temple.





A super cool Buda.


Street of Yanaka.

A cemetery.

Yanaka cemetery.


Tenno-ji temple.

Tenno-ji Daibutsu.

So beautiful!


Cute old ladies in kimono.

Super ultra mega cute old man taking pictures of everything!

Sneaking in again...


Harajuku doll shoes.

Some of the used Harajuku style clothes.

The super cool Harajuku style wigs.

At Tenka sushi.